Hoje em dia, é difícil encontrar algum trabalho que não tenha sido impactado, direta ou indiretamente pela tecnologia. Com exceção dos trabalhos chamados “braçais ou práticos”, o mercado tem evoluído em uma velocidade impressionante, jamais vista na história da humanidade o que faz muitos de nós questionar: seremos substituídos? perderemos nossos empregos pela IA? Qual será o futuro de nossas profissões?.

Em virtude da pandemia de 2019, o acesso as redes e a nossa dependência a ela se tornou cada vez mais frequente, gerando um crescimento exponencial. Ao ficar “presos” em nossas próprias casas, novas alternativas foram implementadas para nos relacionarmos uns com os outros e fizemos da tecnologia, da IA e suas variantes, companheiras quase que inseparáveis, seja no âmbito pessoal ou profissional.

A revolução tecnológica já é realidade e nos aproxima a passos largos do que chamávamos de futuro. Se queremos comer algo diferente, pedimos um delivery; se nos depararmos com o ócio, os streamings, repletos de inúmeras estórias, nos distraem; se houver saudades de parentes distantes, uma mensagem de texto ou até mesmo uma chamada de vídeo, supre nossa falta. Se adoecermos, no app da farmácia é possível pedir o medicamento necessário. Enfim, são raras, ou quase improváveis as situações que não podem ser executadas por esses sistemas.

Tudo esta na palma de nossas mãos, basta um aparelho celular e o acesso a internet que rapidamente nos conectamos a uma rede infinita de opções que jamais na história da humanidade tivemos acesso. A tecnologia é quase uma extensão de nosso corpo.

Mas essa facilidade em obter tudo o que queremos de forma quase instantânea, molda diariamente nosso comportamento e nossas relações aponto de nos fazer esquecer como era a vida antes de tudo isso. Como as pessoas tinham paciência para esperar as cartas chegarem para se comunicar? como nossos antepassados conseguiam gravar os números dos documentos, dos telefones, o nome de ruas e afins?, o que eles faziam para conter o ócio? como?… como?… , como?… era possível uma vida real sem a presença do digital?

Esse texto todo até faz parecer que sou avesso a tecnologia, não é mesmo?! , mas é o completo oposto! Também fico entusiasmado com tantas novidades, e sou usuário de todos esses novos mecanismos da atualidade, mas não posso deixar de notar que junto com a novidade, vem percas que podem nos deixar cada vez mais limitados e dependentes dessa estrutura tecnológica e comercial, afetando diretamente nossas essências. Sem contar que, pouco a pouco estamos nos distanciando uns dos outros, o toque, o contato humano, o encontro, os desafios, o frio na barriga, e , as manias que achávamos simples, porém extraordinárias, vão se tornando pueris.

Não torço pelo fim da tecnologia pois seu avanço é irreversível, torço pra que essa dupla (homem/máquina) não nos desumanize e que não percamos as boas características que somente nós, seres humanos temos.

Uma resposta a “A revolução digital.”

  1. Avatar de N.K.
    N.K.

    Excelente reflexāo!

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